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sábado, 20 de março de 2010

dança okinawana

A DANÇA CLÁSSICA FEMININA DE OKINAWACíntia Toma Kawahara (Bolsista PIBIC/CNPq) e Profa. Dra. Inaicyra Falcão dos Santos(Orientadora), Instituto de Artes - IA, UNICAMPO seguinte projeto teve como pressuposto o estudo da técnica, da origem e da documentação dassete principais danças clássicas femininas de Okinawa: Amaká, Chikuten, Mutunuchibana,Shudun, Yanaji, Kashikake e Nufa Bushi. Ao longo do projeto foi escolhido o bailado Amaká, paraque se realizasse a incorporação e apreensão da técnica da dança com a finalidade daapresentação coreográfica ao final do projeto. O estudo se realizou através das aulas ministradaspela mestra da dança tradicional de Okinawa, Setsuko Kanashiro; através de entrevistas comprofessores do Brasil, e por meio de vídeos de dançarinos okinawanos. Para o estudo da origem histórica, fez-se tradução de bibliografia específica em japonês, inglês e espanhol, com revisão deestudiosos da língua. Durante o trabalho estabeleceu-se conexões com pessoas ligadas às artestradicionais e com dirigentes da Associação Okinawa Kenjin do Brasil, o que possibilitou que maisdo que a contextualização histórica ou apreensão da técnica, se entrasse mais em contato com o“espírito okinawano”, que pode ser resumido em “Ichariba Chôdê”, em idioma uchinaguchi (de Okinawa), que significa que ocorrido o encontro já somos todos irmãos.

terça-feira, 12 de maio de 2009

Lendas de Okinawa

Lendas de Okinawa




Uma antiga lenda da província de Okinawa conta que, certa ocasião, o deus Estrela Polar e a deusa Cruzeiro do Sul resolveram trazer vida para a terra. Então, quando a deusa Cruzeiro do Sul estava pronta para dar à luz, ela perguntou ao deus Poderoso do Céu onde poderia ter seus bebês.

O deus Poderoso do Céu olhou para a terra e avistou uma pequena ilha chamada Taketomi-jima, onde existia, ao sul, um belo mar de coral. Então, ele disse à deusa Cruzeiro do Sul: – Vá ao lado sul de Taketomi-jima, pois lá existe uma praia com águas mornas e ondas mansas, isso será muito bom para seus bebês.

Assim, a deusa Cruzeiro do Sul desceu da Alta Planície Celeste e dirigiu-se à ilha, conforme sugerira o deus Poderoso do Céu. Lá chegando, deu à luz a várias estrelinhas cintilantes. A deusa estava muito feliz, pois realmente aquela praia tinha a água morna e uma temperatura perfeita para que suas filhas pudessem passar os primeiros anos de suas vidas.

– Assim que crescerem, elas subirão a Alta Planície Celeste para se encontrar comigo e viveremos cintilantes no céu. Disse a deusa retornando ao seu lugar.

Entretanto, o deus Sete Dragões do Mar ficou irritado, porque a deusa Cruzeiro do Sul não lhe pediu permissão e usou a praia para parir seus filhos. Ele então chamou uma das suas serviçais, a dona Serpente Gigante, e ordenou:

– Não admito que ninguém dê à luz em meu oceano sem minha permissão. Vá e devore todos os bebês que encontrar na região sul da ilha.

A dona Serpente Gigante, obediente à ordem de seu amo, engoliu todos os bebês da deusa Cruzeiro do Sul com sua enorme bocarra, matando-os todos. Em seguida, cuspiu seus corpos.

As estrelinhas mortas flutuaram no mar até alcançarem uma praia chamada Higashi Misaki, no lado leste da ilha Taketomi. As estrelinhas, empurradas pelas ondas, pararam na praia e ficaram com o corpo salpicado de areia. Nessa localidade, havia um santuário onde vivia a semideusa Amável. Quando encontrou as estrelinhas sem vida, Amável sentiu muita pena delas e levou-as para o santuário.

- Oh! Pobres estrelinhas, vou colocá-las no incensório. Assim, quando os aldeões vierem me trazer oferendas durante o festival e queimarem os incensos, suas almas poderão subir ao céu junto à fumaça. Lá, na Alta Planície Celeste, poderão reencontrar sua mãe.

Conforme a semideusa Amável planejou, quando chegou o dia do festival, os aldeões queimaram muitos incensos e as almas dos bebês-estrelas subiram ao céu levadas pelas fumaças.

Esta é a origem lendária da estrela-do-mar. Em Taketomi-jima, apesar de séculos terem se passado, ainda hoje é possível encontrar estrelas-do-mar com corpos salpicados de areia nas belas praias que ficam ao sul da ilha de Okinawa. Elas são conhecidas como Hoshi-suna (estrelas de areias), nome que nasceu em referência a esta lenda.
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